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Data: ___/___/______
Fuvest 2008 · Primeira fase · Objetiva
Português · Interpretação de textos, Leitura de textos literários
Texto para a questão 47
A borboleta
Cada vez que o poeta cria uma borboleta, o leitor exclama: “Olha uma borboleta!” O crítico ajusta os nasóculos e, ante aquele pedaço esvoaçante de vida, murmura: - Ah!, sim, um lepidóptero...
Mário Quintana, Caderno H.
nasóculos = óculos sem hastes, ajustáveis ao nariz.
Depreende-se desse fragmento que, para Mário Quintana,
- a crítica de poesia é meticulosa e exata quando acolhe e valoriza uma imagem poética.
- uma imagem poética logo se converte, na visão de um crítico, em um referente prosaico.
- o leitor e o poeta relacionam-se de maneira antagônica com o fenômeno poético.
- o poeta e o crítico sabem reconhecer a poesia de uma expressão como: “pedaço esvoaçante de vida”.
- palavras como “borboleta” ou “lepidóptero” mostram que há convergência entre as linguagens da ciência e da poesia.
Rascunho