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Fuvest 2019 · Primeira fase · Questão 60 · Objetiva

Português · Consistência e relevância, Fatores linguísticos e pragmáticos da textualidade

Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias os maus tradutores de livros de  marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia,  reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.

A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de  cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como você vai admitir,  digamos, "viabilizar"? É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.

FREIRE, Ricardo. Complicabilizando. Época, ago. 2003.

Com base no texto, é correto afirmar:

  1. A “campanha nacional” a que se refere o autor tem por  objetivo banir da língua portuguesa os verbos terminados  em “ilizar”.
  2. O  autor  considera  o  emprego  de  verbos  como  “reinicializando” (L. 7) e “viabilizar” (L. 13) uma verdadeira  “doença”.
  3. A maioria dos verbos terminados em “(i)lizar”, presentes no  texto, foi incorporada à língua por influência estrangeira.
  4. O  autor,  no  final  do  primeiro  parágrafo,  acaba  usando  involuntariamente os verbos que ele condena.
  5. Os prefixos “des” e “in”, que entram na formação do verbo “desincompatibilizar” (L. 14), têm sentido oposto, por isso o  autor o considera um "palavrão”.

Rascunho

Gabarito

Alternativa C.