← Voltar à questão
O que incluir na folha
JR Questõesjrquestoes.com.br

Nome:

Turma:

Escola / professor(a):

Data: ___/___/______

Fuvest 2005 · Primeira fase · Objetiva

Português · Pronomes, Sintaxe, Leitura de textos literários

Texto para a questão 59

“Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando à missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de Dona Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou Dona Plácida.

É de crer que Dona Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: - Aqui estou. Para que me chamastes? E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: - Chamamos-te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia”.

(Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas)

No trecho “pisou-lhe o pé”, o pronome lhe assume valor possessivo, tal como ocorre em uma das seguintes frases, também extraídas de Memórias póstumas de Brás Cubas:

  1. “falei-lhe do marido, da filha, dos negócios, de tudo”.
  2. “mas enfim contei-lhe o motivo da minha ausência”.
  3. “se o relógio parava, eu dava-lhe corda”.
  4. “Procure-me, disse eu, poderei arranjar-lhe alguma coisa”.
  5. “envolvida numa espécie de mantéu, que lhe disfarçava as ondulações do talhe”.

Rascunho

Gabarito

Alternativa E.

Gabarito conforme a coletânea de origem (Grupo Exatas).