Fuvest 2002 · Segunda fase · Discursiva

Português · Linguagem conotativa e denotativa, Metáfora, Semântica e sentido contextual

Considere este trecho de um diálogo entre pai e filho (do romance Lavoura arcaica, de Raduan Nassar):

— Quero te entender, meu filho, mas já não entendo nada.

— Misturo coisas quando falo, não desconheço, são as palavras que me empurram, mas estou lúcido, pai, sei onde me contradigo, piso quem sabe em falso, pode até parecer que exorbito, e se há farelo nisso tudo, posso assegurar, pai, que tem muito grão inteiro. Mesmo confundindo, nunca me perco, distingo para o meu uso os fios do que estou dizendo.

No trecho, ao qualificar o seu próprio discurso, o filho se vale tanto de linguagem denotativa quanto de linguagem conotativa.

  1. A frase estou lúcido, pai, sei onde me contradigo é um exemplo de linguagem de sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta.
  2. Traduza em linguagem de sentido denotativo o que está dito de forma figurada na frase: se há farelo nisso tudo, posso assegurar, pai, que tem muito grão inteiro.

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