Fuvest 2005 · Segunda fase · Questão 5 · Discursiva
Português · Graciliano Ramos, Figuras de linguagem, Semântica e sentido contextual
Graciliano Ramos, em seu livro INFÂNCIA, reflete sobre uma de suas marcantes impressões de menino.
Bem e mal ainda não existiam, faltava razão para que nos afligissem com pancadas e gritos. Contudo as pancadas e os gritos figuravam na ordem dos acontecimentos, partiam sempre de seres determinados, como a chuva e o sol vinham do céu. E o céu era terrível, e os donos da casa eram fortes. Ora, sucedia que a minha mãe abrandava de repente e meu pai, silencioso, explosivo, resolvia contar-me histórias. Admirava-me, aceitava a lei nova, ingênuo, admitia que a natureza se houvesse modificado. Fechava-se o doce parêntese – e isso me desorientava.
- Ao se referir às violências sofridas quando menino, o autor compara-as a elementos da natureza (chuva, sol, céu). O que mostra ele, ao estabelecer tal comparação?
- Esclareça o preciso significado, no contexto, da expressão “fechava-se o doce parêntese”.
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