Matemática I · Frente 3 · Capítulo 3 · p. 280-296 · Poliedro
Teoria das proporções geométricas
As relações de proporcionalidade existentes entre as medidas das figuras geométricas sempre despertaram interesse nos estudiosos da Geometria. Essas relações nos permitem, por exemplo, deduzir grandezas em escalas inalcançáveis para a medição humana, como calcular o raio da Terra e a distância entre a Terra e a Lua.
Uma relação de proporcionalidade muito conhecida é a razão áurea, que, além de ser um conceito matemático, é considerada uma expressão de harmonia e beleza. As figuras cujas medidas se aproximam dessa relação de proporção eram consideradas formas perfeitas. A razão áurea está presente tanto na natureza como na arquitetura, em design e em obras de arte.
Razão de divisão de segmento
Dado um segmento de reta , dizemos que qualquer ponto S de divide o segmento na razão de AS para SB. Assim, se o ponto S não coincide com o ponto B, existe real e positivo tal que . Da mesma forma, se S não coincide com A, também existe real e positivo tal que .
De modo geral, podemos escolher qualquer extremidade de um segmento como referência para o denominador da razão de divisão. As razões e são tais que .
Nos exemplos a seguir, a extremidade B foi escolhida como referência para o denominador da razão de divisão do segmento .
Exemplo 1:
Se S está mais próximo de B, então .
Exemplo 2:
Se S está mais próximo de A, então .
Exemplo 3:
Também é possível que o ponto S esteja no prolongamento do segmento .
Divisão média
Quando , dizemos que S é o ponto médio do segmento ; por isso, é comum usar a letra M para representar essa posição particular do ponto S.
Assim, se M é o ponto médio de um segmento , então: .
Divisão harmônica
Sempre que , a relação admite duas possibilidades para a posição do ponto S sobre a reta : uma interior e outra exterior ao segmento . Indicando essas posições por S e S', tem-se que .
:
Os pontos S e S' são chamados de conjugados harmônicos.
Divisão áurea
Particularmente, as divisões harmônicas internas e externas em que são chamadas de seções áureas, ou divisões de extrema razão. Já as constantes irracionais e são conhecidas como números áureos ou números de ouro. Seus valores (aproximadamente 0,618 e 1,618, respectivamente) costumam ser indicados pela letra grega (phi) e pela expressão , não necessariamente nessa ordem. Assim, ao atribuir qualquer um desses valores à , o outro deverá ser . Isto é:
- se , então ; e
- se , então .
Assim, podem ser trocadas as atribuições dos valores e de acordo com a conveniência, a qual depende da intenção de se considerar a razão do menor para o maior segmento ou a razão do maior para o menor.
Então, considerando que um ponto S divide internamente um segmento na razão de A para B, tem-se que o segmento deve ser maior que o segmento , como mostra a figura a seguir:
Nesse caso, os comprimentos dos segmentos envolvidos seguem-se em ordem decrescente () e a proporção existente entre esses comprimentos para que a divisão seja áurea é . Desse modo, dizemos que é segmento áureo de .
A razão áurea tem muitas aplicações no estudo da Geometria. Pode-se observar, por exemplo, que os comprimentos dos lados de um pentágono regular coincidem com o comprimento dos segmentos áureos de suas diagonais.
Exercício resolvido 1
Em uma reta com os pontos A, B, C e D, nessa ordem, B é ponto médio de , e C é ponto médio de . Se cm, quais são as medidas dos segmentos , e ?
Exercício resolvido 2
Dado um segmento com 30 cm de comprimento, qual é a distância entre os conjugados harmônicos desse segmento para ?
- 7,5 cm.
- 15 cm.
- 22,5 cm.
- 37,5 cm.
- 40 cm.
Exercício resolvido 3
Sabendo que os lados do retângulo a seguir, cuja base mede 4 cm, estão em proporção áurea, determine o comprimento da altura dessa figura.
Teorema de Tales
Entre os teoremas mais importantes que tratam de segmentos proporcionais, o mais conhecido é, certamente, o teorema de Tales. Seu enunciado clássico é:
Em outros termos, esse teorema garante que o ponto B divide o segmento na mesma razão que o ponto E divide o segmento .
Existem muitas demonstrações desse teorema, mas é comum seguirmos a ideia da demonstração de Euclides. No entanto, essa prova é incompleta, pois admite que todos os segmentos sejam comensuráveis, como se acreditava na Grécia antiga. Outra demonstração desse teorema encontra-se no livro Geometria Moderna, de Moise Downs, e utiliza a noção postulada da área do retângulo como sendo o produto da medida da base pela medida da altura do retângulo.
A partir dessa noção, podemos concluir que:
- A área de um paralelogramo também resulta do produto entre os comprimentos da base e da altura.
- A área de um triângulo é igual à metade do produto entre os comprimentos da base e da altura.
- Se dois triângulos têm bases de mesmo comprimento e alturas de mesmo comprimento, então esses triângulos também têm a mesma área.
Veja a demonstração:
Traçando uma reta paralela à reta , passando pelo ponto D da figura anterior, obtemos dois pontos sobre as retas e .
Sendo esses pontos B' e C', a nova figura apresenta os paralelogramos ABB'D e BCC'B', bem como o triângulo DB'E e o trapézio B'C'FE.
Como os lados opostos de um paralelogramo têm o mesmo comprimento, temos que e .
Assim, provando que , também ficará provado que .
Agora, vamos considerar as alturas e do mesmo triângulo DB'E, as diagonais e do trapézio e a distância entre as retas paralelas e .
Adotando o lado como base, a área do triângulo DB'E será expressa por .
Adotando o lado como base, a área do triângulo DB'E será expressa por .
Como se trata do mesmo triângulo:
Como nenhum desses segmentos é nulo, temos:
Adotando o lado como base, a área do triângulo B'C'E será expressa por .
Adotando o lado como base, a área do triângulo B'EF será expressa por .
Observe que as áreas dos triângulos B'C'E e B'EF são iguais, pois têm a mesma base e alturas de mesmo comprimento, igual à distância entre as paralelas e . Assim, .
Novamente, como nenhum desses segmentos é nulo:
Como a fração está presente nas proporções (I) e (II), temos que , como queríamos demonstrar.
Também é válida a recíproca do teorema de Tales: se um feixe de retas determina sobre retas transversais segmentos proporcionais, então as retas desse feixe são paralelas.
Exercício resolvido 4
Sabendo que as retas , e são paralelas, determine o valor da medida do segmento na figura a seguir.
Exercício resolvido 5
Na figura a seguir, as retas , e são paralelas. Sabendo disso, calcule os possíveis valores dos segmentos e .
Exercício resolvido 6
Quatro alamedas paralelas ligam a Avenida Dezoito de Julho à Avenida Barros, como mostra a figura. Uma pessoa que anda pela Avenida Barros percorre 1650 m entre as esquinas da primeira e da última alameda.
Determine os comprimentos, em metros, de cada quadra da Avenida Barros, sabendo que, na Avenida Dezoito de Julho, elas têm, respectivamente, 240 m, 300 m e 450 m de comprimento.
Exercício resolvido 7
Um fabricante de tábuas de passar roupas precisa instalar nos seus produtos uma haste de segurança, que deve ser encaixada em orifícios feitos nos pontos E e F das pernas da tábua, como mostra a ilustração.
Sabendo que os comprimentos AC e BD das pernas da tábua são, respectivamente, 114 cm e 96 cm, e que o orifício E foi feito a 20 cm de distância do ponto D, a que distância do ponto C deve ser feito o orifício F para que a haste fique paralela aos segmentos e ?
- 15,02 cm.
- 16,84 cm.
- 20,45 cm.
- 23,75 cm.
- 25,50 cm.
Semelhança
Quando dizemos que duas figuras são semelhantes, queremos dizer que elas têm a mesma forma, mas não necessariamente o mesmo tamanho. Vejamos alguns casos.
- Todos os quadrados são semelhantes, pois têm a mesma forma.
- Todos os círculos são semelhantes, pois têm a mesma forma.
- Os retângulos não são todos semelhantes, pois suas formas diferem muito.
- Os triângulos também não são todos semelhantes, pois podem ser equiláteros, escalenos ou isósceles.
- Todos os triângulos equiláteros serão considerados semelhantes, pois têm a mesma forma.
Rigorosamente, duas figuras serão consideradas semelhantes quando todos os comprimentos correspondentes forem proporcionais e todos os ângulos correspondentes forem congruentes.
A seguir, vamos explorar o caso da semelhança de triângulos.
Semelhança de triângulos
Como vimos, dois triângulos serão considerados semelhantes se as medidas dos lados correspondentes forem proporcionais e os ângulos correspondentes forem congruentes.
Indicamos por a semelhança entre figuras geométricas e usamos a variável para indicar a razão de semelhança.
De acordo com essa definição de semelhança e usando propriedades simples de proporções, podemos provar que todas as medidas e comprimentos correspondentes são proporcionais, ou seja, não são apenas os lados que estão na mesma razão; as alturas, as medianas e os perímetros também estão na razão .
Critérios de semelhança de triângulos
Para afirmar que dois triângulos são semelhantes, não é necessário conhecer todas as medidas dos ângulos e dos lados. Em alguns casos, sabendo algumas medidas, já é possível afirmar se os triângulos são ou não semelhantes.
É correto afirmar que dois triângulos são semelhantes nos casos indicados a seguir.
Caso AA
Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes, então eles são semelhantes.
Reta paralela a um lado do triângulo
Se uma reta paralela a um lado de um triângulo corta os outros dois lados, ela forma um novo triângulo semelhante ao original.
Caso LAL
Se dois lados de um triângulo são proporcionais aos lados homólogos (correspondentes) de outro triângulo, e se o ângulo determinado por esses lados for congruente ao ângulo correspondente do outro triângulo, então os triângulos são semelhantes.
Caso LLL
Se os três lados de um triângulo são proporcionais aos três lados de outro triângulo, então esses triângulos são semelhantes.
Exercício resolvido 8
Um ponto P situado no menor lado do triângulo ABC de lados , e é tal que . Uma reta paralela ao lado desse triângulo passa pelo ponto P e determina um ponto Q sobre o lado . Calcule as medidas dos segmentos e .
Exercício resolvido 9
Fuvest-SP O retângulo PQRS está inscrito no triângulo ABC e tem sua base com medida igual ao dobro de sua altura.
Sendo e os valores da base e da altura do triângulo ABC, podemos afirmar que vale:
Exercício resolvido 10
As medidas dos lados do triângulo ABC são , e . As medidas dos lados do triângulo PQR são , e .
Sabendo que o ângulo interno de vértice A do triângulo menor mede , determine a soma das medidas dos ângulos internos de vértices Q e R do triângulo maior.
Exercício resolvido 11
Na figura a seguir, os ângulos e têm a mesma medida.
Sabendo que , e , determine a medida do segmento .
Duas figuras mais complexas que os triângulos também podem ser semelhantes uma a outra. Para isso, é necessário que todos os triângulos determinados pelos pontos de uma figura sejam semelhantes aos triângulos formados pelos pontos correspondentes na outra figura.
Propriedades da razão de semelhança
Uma vez garantida a semelhança de duas figuras, basta tomarmos os comprimentos de dois segmentos correspondentes e dividir o valor de um pelo valor do outro para obtermos a razão de semelhança entre as duas figuras.
O quociente entre quaisquer medidas de elementos que são correspondentes em figuras semelhantes resulta na potência , sendo a razão de semelhança e o número de dimensões dos elementos medidos. Assim, se duas figuras geométricas são semelhantes, então:
- Os ângulos correspondentes em cada figura têm a mesma medida.
- A razão entre quaisquer comprimentos correspondentes é igual a .
- A razão entre as áreas de regiões correspondentes é igual a .
- A razão entre os volumes, no caso de serem figuras espaciais, é igual a .
Exercício resolvido 12
Na figura a seguir, o segmento é paralelo à base do triângulo ABC e divide os lados e na razão de 3 para 2.
Se o triângulo APQ tem de área, qual é a área do triângulo ABC?
- .
- .
- .
- .
- .
Exercício resolvido 13
Na figura a seguir, o quadrado maior tem o triplo da área do quadrado menor.
Determine a razão .
Exercício resolvido 14
Na década de 1970, era difícil encontrar uma pista de dança sem um globo espelhado, que, na verdade, é uma esfera plástica (ou de isopor) revestida de pequenos pedaços quadrados de espelho. Considere dois desses globos: um completamente cercado por 500 pedaços de espelho, e outro menor, com apenas 320. Se os pedaços usados em ambos são do mesmo tamanho, qual é o número inteiro mais próximo da razão entre seus volumes?
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
Teoremas decorrentes da semelhança e de Tales
Muitos são os teoremas da Geometria Euclidiana que podem ser deduzidos a partir do teorema de Tales e do conceito de semelhança de triângulos. Esses teoremas também dependem de algumas definições geométricas que veremos a seguir.
Bissetriz interna
Chamamos de bissetriz interna a semirreta cuja extremidade é um vértice de um triângulo e que passa por um ponto do lado oposto a esse vértice, de modo que o ângulo interno do vértice fique dividido ao meio.
Teorema: as bissetrizes internas de um triângulo dividem os lados opostos aos ângulos de origem em segmentos proporcionais aos lados adjacentes.
Na figura, se é bissetriz interna do triângulo EBC, então .
Bissetriz externa
Chamamos de bissetriz externa a semirreta cuja extremidade é um vértice de um triângulo e que passa por um ponto do prolongamento do lado oposto a esse vértice, de modo que o ângulo externo do vértice fique dividido ao meio.
Teorema: as bissetrizes externas de um triângulo determinam, no prolongamento do lado oposto, dois segmentos proporcionais aos lados adjacentes.
Na figura, se é bissetriz externa do triângulo ABC, então .
Exercício resolvido 15
A bissetriz do menor ângulo interno de um triângulo, cujos lados medem 5 cm, 12 cm e 13 cm, divide o lado oposto a esse ângulo em segmentos de reta que diferem um do outro em:
- 0,0 mm.
- 0,2 mm.
- 1,2 mm.
- 2,0 mm.
- 2,2 mm.
Exercício resolvido 16
Na figura a seguir, ABC é um triângulo retângulo em A. O ponto D da hipotenusa e o ponto E do cateto determinam um segmento paralelo ao lado .
Determine a medida AE sabendo que , e os ângulos e são congruentes.
Base média do triângulo
Qualquer segmento de reta com extremidades nos pontos médios de dois lados de um triângulo é uma base média do triângulo. Desse modo, como qualquer lado de um triângulo pode ser considerado sua base, todo triângulo tem três bases médias.
Na figura, como M é ponto médio de e N é ponto médio de , então é a base média relativa ao lado do triângulo. Porém, como P também é ponto médio de , então e também são bases médias relativas aos lados e do triângulo, respectivamente.
Teorema: cada base média de um triângulo é paralela e tem a metade do comprimento da base correspondente no triângulo.
Também vale a recíproca desse teorema:
Base média do trapézio
O segmento que une os pontos médios dos lados oblíquos de um trapézio é chamado de base média do trapézio.
Teorema: a base média de um trapézio é paralela às bases dele e sua medida é igual à média aritmética dos comprimentos dessas bases.
Também é válida a recíproca desse teorema:
Mediana de Euler
O segmento com extremidades nos pontos determinados pela base média de um trapézio com suas duas diagonais é chamado de mediana de Euler.
Teorema: a mediana de Euler equivale à metade da diferença absoluta entre as bases de um trapézio.
Exercício resolvido 17
Na figura a seguir, M e N são os pontos médios dos lados do triângulo equilátero ABC de lado 6 cm.
O perímetro do trapézio MNCB é de:
- 15 cm.
- 18 cm.
- 21 cm.
- 12 cm.
- 9 cm.
Exercício resolvido 18
Determine a medida da base média e da mediana de Euler de um trapézio ABCD cujas bases medem 10 cm e 16 cm.
Exercício resolvido 19
No trapézio ABCD a seguir, os pontos E e F dividem o lado em três partes iguais, e os pontos G e H dividem o lado em três partes também iguais.
Se e , determine as medidas dos segmentos e .
Potência de um ponto em relação a uma circunferência
Considere, em um mesmo plano, um ponto P e uma circunferência de centro O e raio . Para toda reta que passe por P e intersecte em dois pontos A e B, podemos definir a potência de P em relação a como o produto .
Inicialmente, há apenas dois casos a serem considerados: quando P está situado na região exterior da circunferência e quando P está situado em seu interior.
Teorema: a potência de um ponto P em relação a uma circunferência de centro O e raio equivale à diferença absoluta entre os quadrados de PO e .
Demonstração (primeiro caso):
Considere o diâmetro contido na reta que passa pelo ponto P e pelo centro O da circunferência. Considere também as cordas e da circunferência.
Pelo teorema do ângulo inscrito na circunferência, os ângulos e têm a mesma medida, pois ambos têm a metade da medida do menor arco da circunferência.
Então, como e o ângulo de vértice P é comum aos triângulos PCA e PBD, a semelhança entre esses triângulos fica garantida pelo caso AA.
Assim, pelo produto cruzado da primeira proporção entre os lados, indicada na sentença apresentada anteriormente:
Demonstração (segundo caso):
Considere novamente o diâmetro contido na reta que passa pelo ponto P e pelo centro O da circunferência. Considere também as cordas e da circunferência.
Pelo teorema do ângulo inscrito na circunferência, os ângulos e têm a mesma medida, pois ambos têm a metade da medida do menor arco da circunferência.
Então, como e , pois esses ângulos são opostos pelo vértice, os triângulos PCA e PBD são semelhantes pelo caso AA.
Assim, pelo produto cruzado da proporção:
Há ainda um terceiro caso a ser considerado: quando, por um ponto P, situado na região exterior de uma circunferência, passa uma reta tangente a ela.
Nesse caso, sendo T o ponto onde ocorre a tangência, a potência do ponto P em relação a essa circunferência pode ser expressa pelo quadrado da medida do segmento .
Demonstração (terceiro caso):
Considerando que o segmento é a hipotenusa do triângulo retângulo OPT, pelo teorema de Pitágoras, temos .
Como é um raio da circunferência:
Exercício resolvido 20
Na figura a seguir, o ponto A é a interseção do diâmetro com uma corda da circunferência de centro O.
Determine o comprimento do raio dessa circunferência sabendo que:
- cm
- cm
- cm
Exercício resolvido 21
Os pontos P, Q, R e S pertencem a uma mesma circunferência e estão posicionados nessa ordem, no sentido horário. As cordas e intersectam-se no ponto T de tal modo que , e . Calcule a medida do segmento .
Exercício resolvido 22
Por um ponto A, situado a 16 cm de distância de uma circunferência, passa uma reta que tangencia essa circunferência em um ponto B. Se o raio da circunferência mede 10 cm, qual é o comprimento do segmento ?
Relações métricas no triângulo retângulo
Traçando a altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo, obtemos dois segmentos denominados projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa.
No triângulo ABC da figura:
- A medida da hipotenusa é .
- As medidas dos catetos são e .
- A altura relativa à hipotenusa desse triângulo é .
- As medidas das projeções dos catetos sobre a hipotenusa são e .
- é a projeção do cateto .
- é a projeção do cateto .
Observe, ainda, que a medida da hipotenusa é a soma das medidas das projeções, ou seja, .
Teoremas:
O produto da medida da altura pela medida da hipotenusa equivale ao produto das medidas dos catetos.
O quadrado da medida de um cateto equivale ao produto da medida da hipotenusa pela medida da projeção desse cateto sobre a hipotenusa.
O quadrado da medida da altura relativa à hipotenusa equivale ao produto das medidas das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.
Observe que a soma das relações e produz outra possível demonstração para o teorema de Pitágoras:
Exercício resolvido 23
Encontre a medida da altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos medem 3 dm e 4 dm.
- 2,4 cm.
- 6,2 cm.
- 10 cm.
- 20 cm.
- 24 cm.
Exercício resolvido 24
Determine as medidas , e na figura a seguir:
Questões para praticar
Questões de vestibular dos assuntos deste capítulo.
Transcrição conferida com a obra original (Matemática I, Poliedro, p. 280-296). Revisada em 07/09/2026. Encontrou um erro? Reportar erro